
Pergunta assim ao Ciberdúvidas(PT): O Acordo Ortográfico, em vigor, prescreve assim:
«O h inicial mantém-se, no entanto, quando, numa palavra composta, pertence a um elemento que está ligado ao anterior por meio de hífen: anti-higiénico/anti-higiênico, contra-haste; pré-história, sobre-humano.» (Base II – Do h inicial e final, 3.º).
Todavia, há um adjetivo, sem hífen, nas mesmas condições acima, como aistórico (datado, segundo Houaiss, de 1930). Aliás, o próprio Houaiss informa que aistórico, menos corrente e mais usado que anistórico, refere-se a uma forma «neológica controversa; propõe-se como forma alternativa anistórico, vocábulo calcado no pressuposto de que o a- privativo grego toma a forma an- antes de vogal, o que é verdade quando não se trata de vogal aspirada — precisamente o caso de histórico, do gr. historikós».
O Acordo não acolheria aistórico por ser uma forma neológica?
Como lidar com esta situação em sala de aula, especialmente na formação de professores de língua materna?
Vicente Martins :: Professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú :: Sobral, Ceará, Brasil
Responderam-me assim: 1. A regra citada não se aplica porque a-/an- não é radical, mas, sim, prefixo, não estando em causa, portanto, uma palavra composta. Acresce se a-/an- não se liga à forma de base através de hífen (cf. amoral, assexuado) também não está em causa a supressão/não supressão do h.
2. Confirma-se que anistórico («contrário à história») é a forma preferencial.
2. Confirma-se que anistórico («contrário à história») é a forma preferencial.
Ana Martins :: 02/03/2009

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